terça-feira, 23 de junho de 2015

INSS: Servidores confirmam greve e cobram concurso público com urgência


A Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social (Anasps) confirmou que a partir do dia 7 de julho a Previdência Social, o que inclui o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), entrará em greve, sem data para voltar aos trabalhos. A confirmação se deu após o presidente da Anasps, Alexandre Lisboa, reunir-se com os presidentes da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS), Sandro Alex de Oliveira Cezar, do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social (Sindsprev) de Alagoas, Célio dos Santos, e do Sindsprev de Pernambuco, Irineu Messias.
 
A Anasps apresentou ainda sua pauta de reivindicações. Nela constam, além do reajuste da remuneração e da incorporação das gratificações nas aposentadorias e pensões, a realização do concurso do INSS em análise no Planejamento, devido às iminentes aposentadorias. O INSS solicita ao Ministério do Planejamento 4.730 vagas, sendo 2 mil de técnico do seguro social, de nível médio, 1.580 de analista do seguro social, de nível superior, e 1.150 de perito médico, para graduados em Medicina. Os rendimentos são de R$4.620,91 para técnico, R$7.504,45 para analista e R$10.559,64 para perito.
 
De acordo com Alexandre Lisboa, a necessidade de pessoal do instituto deve ser levada em conta pelo governo, apesar do atual cenário econômico. A carência apontada pelo dirigente sindical foi revelada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo o maior órgão de fiscalização do país, há necessidade de mais de 5 mil servidores e mais de 10 mil em condições de se aposentar. Por isso, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, revelou prioridade da pasta ao concurso do instituto. No entanto, isso ainda não se transformou em autorização. A pressão pela seleção da autarquia, portanto, aumenta cada vez mais.
 
Além dos sindicatos, deputados federais também fazem cobranças. Chico Alencar (Psol-RJ) e Simone Morgado (PMDB-PA) se sensibilizaram com a questão e enviaram ofícios ao Ministério do Planejamento, solicitando prioridade e o aval imediato. Chico Alencar alega que disso depende o prosseguimento da redução da desigualdade social no país, e seu documento tem as assinaturas de outros 21 parlamentares. Simone Morgado preocupa-se com o seguro defeso dos pescadores no Pará, que começará em novembro, sem que haja servidores para os atendimentos. Ainda não houve respostas para os ofícios. 

FONTE: FOLHA DIRIGIDA