segunda-feira, 27 de março de 2017


A Superintendência Regional da Polícia Federal no Mato Grosso do Sul, montou uma mega operação neste domingo (26),  chamada de Operação Gabarito, com diversas equipes de policiais federais disfarçados. O motivo foi que a PF recebeu a informação sobre uma tentativa de fraude no concurso para cargos de técnico e analista do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), os quais conseguiram detectar três candidatos que tentaram praticar a vulgarmente conhecida “cola eletrônica”.

Os três candidatos são oriundos do Estado de Alagoas, com idades de 25, 29 e 39 anos, sendo que o esquema criminoso, segundo confessado em depoimento, seria que um dos envolvidos fingiria um mal estar, saindo da prova logo após seu início. Este indivíduo efetuaria a troca do caderno da prova por um simulado, enganando o fiscal e saindo com as questões do certame. Uma vez fora do local de prova, seria encaminhado para outros integrantes da quadrilha em Brasília (DF), os quais responderiam as questões e repassariam para os demais envolvidos por meio de ponto eletrônico.

De fato, logo após o início da prova, um candidato tentou sair do local alegando estar com problemas de saúde. Esta situação foi detectada pelos policiais federais, os quais passaram a acompanhar a situação no intuito de abordar o indivíduo no momento mais propício. A atuação da Polícia Federal conseguiu evitar que o indivíduo retirasse a prova do local do exame.

As diligências realizadas permitiram localizar outros dois envolvidos no esquema delituoso, os quais estavam com um ponto eletrônico para receberem as respostas. Os três indivíduos estavam no mesmo quarto de hotel e concordaram com uma fiscalização dos policiais federais. No local, foram encontrados diversos dispositivos eletrônicos utilizados para a prática do crime (pontos, receptores eletrônicos simulando cartões de crédito, baterias e até mesmo um lap top e uma impressora).

Os três detidos foram indiciados no Art. 311-A, do CPB (Fraudar a Credibilidade de Certames de Interesse Público - Pena de 01 a 04 anos) e no Art. 288 do CPB (Formação de Quadrilha - Pena de 01 a 03 anos) – informaram que pagaram R$ 6 mil para obter as respostas. A Polícia Federal continua investigando para identificar outros envolvidos no esquema delituoso. Até o presente momento, acredita-se que a atuação da PF evitou que esta quadrilha obtivesse sucesso em fraudar o certame.

A PF ainda realiza às 10 horas, coletiva sobre o caso na Superintendência Regional da Polícia Federal no Mato Grosso do Sul sobre a operação.